Rio Pro

Oi Rio Pro 2019 – Quais são as melhores apostas?

Finalmente está chegando a hora, o Oi Rio Pro começa em menos de um mês e apesar de termos muitas incógnitas pela frente já dá para pensar nas possibilidades, pelo menos aqui entre amigos.

As Incógnitas do Oi Rio Pro 2019

Vamos começar com o recém anunciado retorno de Adriano de Souza, o Mineiro.

Adriano não é um novato no Rio de Janeiro em Saquarema, pelo contrário, em 2017 ele foi campeão do evento, o fato não se repetiu em 2018, onde ele foi eliminado por Ian Gouveia. Em 2016, Mineiro ficou em terceiro.

Mas ainda assim, Mineiro é uma aposta difícil, dado que ele está recuperando-se de uma lesão que sofreu em Outubro do ano anterior em Portugal.

Adriano Souza Mineirinho
Adriano Souza Mineirinho

Além dele, ainda restam as duas vagas de wildcard. A primeira faria muita justiça se dada ao brasileiro Caio Ibelli, que ficou em terceiro lugar na etapa de Margaret River. O guarujaense Ibelli, perdeu sua vaga no CT por estar machucado durante o ano passado, mas não foi agraciado com a vaga de Injury, dada ao invés disso a Jhon Jhon e Kelly Slater.

Caio Ibelli, não participou em Saquarema ano passado pois já estava machucado.

A segunda vaga, viria da triagem oficial do evento, que normalmente acontece poucos dias antes da janela. A Associação de Surf de Saquarema havia marcado uma pré triagem com atletas locais, que iria acontecer em maio mas foi adiada por falta de ondas. Foi remarcada para o fim de semana de 12 de Junho, mas sua realização ainda é confusa segundo informações.

Kelly Slater – um caso a parte

Sabe que a última vez que Slater veio surfar uma etapa no Brasil foi em 2015, quando ficou na décima terceira posição. O gringo tem algumas polêmicas envolvendo os brasileiros, desde discussões via redes sociais com lutadores de MMA, troca de farpas com um torcedor brasileiro na Austrália e por fim uma frase atribuída a ele enquanto dava autógrafo a uma fã brasileira:

Fã: Slater o Brasil te ama!

Slater: O mundo todo me ama!

Filipe Toledo – Bicampeão em Saquarema

Filipe Toledo venceu em Saquarema duas vezes, 2015 e 2018.

No ano passado, nada mais fresco em nossa memória do que o aéreo incrível, transformado em meme no mesmo dia pelo ávido público brasileiro.

Normalmente a tentação seria dizer que se a competição fosse nas pesadas ondas da Barrinha, ele estaria em desvantagem, por poder usar menos seu surf progressivo, mas o histórico do atleta contraria esta lógica. É uma forte aposta para esta etapa.

filipe toledo campeao oi rio pro 2018
filipe toledo campeao oi rio pro 2018

Yago Dora – o perigo vem de cima

As vezes deixamos de observar uma grande aposta por ela nunca ter chegado ao pódio.

Yago concorreu duas vezes o CT em Saquarema, em 2018 quando ficou em 5° lugar e em 2017 quando era wildcard, e arrancou um 3° lugar tendo sido derrotado por Adriano de Souza (que venceu o evento)…entendeu ou não entendeu?

Italo Ferreira está faminto!

Italo vem mostrando um surf diferenciado, muito agressivo e rápido: radical de verdade.

Em 2015, tivemos um cenário parecido com o do Yago, Italo ficou em 3° tendo perdido para Filipe Toledo que venceu a prova. Logo temos um bom histórico, somado a maturidade e todo treinamento, é uma boa aposta também.

Jhon Jhon Florence – muitos fãs brasileiros

JJ Florence recebe um carinho muito especial no Brasil, desde as adolescentes com revistas Capricho em mãos, até marmanjos fãs de suas peripécias nas ondas.

Mas fato é que Jhon Jhon venceu em 2016 em Saquarema, tendo batido o australiano Jack Freestone e o brasileiro Adriano de Souza.

Some-se a isso a moral da lycra amarela que vem sendo mantida por ele.

Michael Rodrigues – versatilidade pode fazer a diferença

Michael Rodrigues tem mostrado resultados consistentes no tour em ondas pesadas até agora, o mesmo aconteceu ano passado no Rio, ele ficou em 5° lugar, sendo rookie.
Sou suspeito para falar, assistir Michael surfando com energia, pegando uma trás a outra me empolga demais, torço pelo dia que ele vencer uma etapa.

Por último – Gabriel Medina

Até hoje tento entender o que aconteceu ano passado na bateria contra Wade Carmichael, onde Medina foi com uma estratégia totalmente voltada aos aéreos do início ao fim da bateria, o que não deu certo.

Com entradas apoteóticas que fazem a multidão se levantar para ver o ídolo bicampeão mundial, infelizmente Medina este ano ainda não explodiu. Normalmente ele acorda na metade do ano…

O melhor resultado de Medina foi em 2016, um 3° lugar, então desta vez eu não aposto nele. Mas não importa o que eu diga…vc vai apostar não é mesmo… Tudo bem, eu torço para você estar certo!

#EstamosNaTorcida

 

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Rodrigo Morais

Especialista no mercado de tecnologia com 17 anos de experiência, focado em segurança da informação. Surfista amador frequentador das praias da vibrante ilha de Guarujá. Fotógrafo especializado na captação de esportes, especialmente o surf. Contato: rodrigo@livresurf.com.br

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