EntrevistasMonoquilha por amor - Flavio Borges

Érica Prado

Mulher negra, surfista e jornalista. Um pouco mais sobre o movimento Sufistas Negras

 

Érica Prado

 

Érica Prado, mulher negra, surfista e jornalista jogando água pro alto através do movimento “Surfistas Negras”.

Sua paixão pelo surf iniciou em Itacaré (BA) entre os 13 anos de idade, tendo como incentivador seu irmão mais velho Leandro Prado.

Prancha de Equilíbrio

Aos 14 anos de idade, Érica iniciou nas competições onde a partir de então percebeu o quanto o espaço para o surf feminino era cada vez menos ouvido.

Após ter essa passagem por competições e se consagrar campeã baiana de surf amador. Érica inicia sua trajetória em um canal especializado em surf onde teve cada vez mais certeza que ela teria que fazer com que as mulheres tivessem ainda mais espaço no surf. Nós sabemos o quanto o surf feminino luta para ter mais visibilidade e mais espaço.

Falando sobre o movimento das Surfistas Negras, Érica deixa claro que cada vez mais o surf feminino vem em sua crescente, através de clínicas de surf, surf trips e grupos de surf feminino.

Tudo que envolve o surf feminino vem em uma ascendência, mas como ela mesmo disse ao analisarmos quase não vemos mulheres negras ou até mesmo nenhuma mulher negra envolvida em algum desses movimentos que o surf feminino vem desenvolvendo.

A partir dessa percepção e sendo mulher negra e surfista, Érica começa a sua mobilização através das Surfistas Negras.

Parafina Fuwax

Érica conta que mulheres e surfistas negras não tem espaço nas mídias, não conseguem patrocínios e quase em nenhum tipo de visibilidade ou se quer algum espaço para mostrar o surf.

 

“Existem muitas mulheres negras no Brasil e existem muitas mulheres negras e surfistas no Brasil e no mundo inteiro e elas não tem o devido espaço”

 

Fico aqui pensando escrevendo essa matéria: Por onde andam essas surfistas negras que não vemos no out side e nem nas publicações das redes sociais?

Pensando melhor aqui na minha cidade Guarujá, temos grandes surfistas negras, Melissa Policarpo e Júlia Santos, temos outras mulheres surfistas negras que lutam para ter um pequeno destaque nesse mundo racista e preconceituoso que o surf é.

Quando pensei em fazer essa matéria, eu já seguia a Érica através do seu trabalho como jornalista e por sua vez acabei seguindo sua mobilização através das Surfistas Negras.

Quando uma mídia abre espaço para mostrar sobre o que de fato o que estamos vivendo no mundo do surf, não está apenas abrindo um espaço e sim está mostrando que cada vez mais temos que estar conectados com a realidade e o que o surf pode evoluir a cada dia.

Érica me conta que após ter iniciado esse movimento, muitas mulheres surfistas negras voltaram a surfar e tiveram coragem para começar a surfar, ela conta que muitas delas hoje se sentem representadas e estão sendo fonte de representatividade para outras mulheres negras e cada vez mais passar a rebentação e pegar aquela onda onde todos nós sonhamos em pegar.

Fico feliz em poder compartilhar e através dessa matéria o quanto esse movimento é importante, para olharmos com mais atenção a essa realidade. Espero que a partir dessa matéria como reflexão para todos nós, possamos ver cada vez mais mulheres negras no out side compartilhando grandes momentos que o surf pode nos proporcionar.

Quem estiver lendo essa matéria, não da mole e vai lá no instagram @surfistasnegras e aprende um pouco mais sobre representatividade feminina surfista negra.

Parabéns Érica por proporcionar para essas mulheres negras um fonte de inspiração, que cada vez mais possamos ver outras mulheres negras surfando e inspirado outras pelo Brasil e pelo mundo.

A luta é de todos nós!

 

 

Érica também conta que está com novo projeto saindo do forno, chamado Na Praia Delas. Onde ela conta com suas parceiras Nayla Patrizzi, Yanca Costa e Potira Rolan. Um podcast sobre surf feminino pela plataforma spotify

Para mais informações @podcastnapraiadelas que será lançado dia 4 de setembro, segue as meninas, tenho certeza de que será sucesso total onde irá agregar ainda mais o surf feminino.

Monoquilha Por Amor

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Flávio Borges

Flávio Borges é surfista amador há mais de 25 anos no Guarujá, onde teve algumas atuações em competições amadoras de pranchinha. Após o ano 2000, apaixonou-se pelo long board, desde então é amante do surf clássico. Atuou com projetos sociais na cidade de Guarujá através do surf inclusivo, voltado a crianças em situação de vulnerabilidade social. Hoje atua com sua coluna no portal LivreSurf MonoQuilha Por Amor trazendo noticias voltadas ao mundo do loggers. Professor de surf e amante das ondas Além disso escreve sobre Paixão por Surf / Comidas / Viagens / Arte

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